Augusto dos Anjos musicado


Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, também chamado "poeta da morte", foi um poeta paraibano considerado por alguns pesquisadores como "Pré-modernista". Sua única obra publicado é o livro "EU e outras poesias". Augusto mostra em sua poesia elementos claros como a morte, falsidade e ingratidão. Estes fatos foi um marco histórico na poesia brasileira, e por causa dessas palavras fortes ele foi considerado um louco e só teve o reconhecimento merecido depois de anos. 


Quando descobriram que por trás da mente do louco não tinha maluquice alguma, Augusto virou um dos poetas mais lido da America latina. Seus poemas hoje é cobrado em concursos e debatidos por historiadores e professores nas mais importantes universidades. E também é musicado por grandes cantores como Gustavo Magno e Assis Medeiros. 


"Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil qu
e te afaga,

Escarra nessa boca que te beija!"




O soneto acima, versos íntimos, um dos mais famosos de Augusto dos Anjos, foi musicado na voz do cantor e poeta Gustavo Magno. O mesmo já cantou a poesia ao vivo com um estilo de musica meio clássica e envolvente.  




Também Alexandre Leocádio e a intérprete: Krisley Motta junto com as ilustrações de Vanessa Willemann fizeram um excelente trabalho em musicar este poema:



Já o cantor Assis Medeiro optou por musicar o soneto "Solitário" do Augusto.
Seu ritmo deixou ainda mais elegante as palavras puras e de desprezo do poeta paraibano. 



"Solitário

Como um fantasma que se refugia 
Na solidão da natureza morta, 
Por trás dos ermos túmulos, um dia, 
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos contorta...
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele, 
- Velho caixão a carregar destroços -

Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!"





Um dos poucos sonetos "bonitinho" do Augusto dos Anjos é o "Vandalismo", este por sua vez teve a voz do Cleiton Scoot que fez um trabalho plenamente harmonioso adaptando esta poesia em sua lirica unica.






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