Rio Tinto de brilhos


Na Laje avistei de crua maneira
A aurora da comunidade! “Oh! És
Tu que quero, brilho! Igual amoreira
É doce tua cintilação!”. E os meus pés

Movimentei pouco mais! Avistei
Salema, lugar das águas angelicais,
E defronte a visão: “abduzir-me-ei
Eliminando empecilhos de agoniais!”

E finalmente quando levei conteúdo
Da minh’alma para a arte da vista:
Ficou ali a carcaça do meu miúdo
Corpo magro! pedindo aos cientistas

Justificações das terras de Rio tinto.
Mas não tem! Porque a beleza
D’aqui é única e bela, é instinto 
De coisas não explicada de clareza.

Desci da altura e quando chegou 
A noite, eu que amo os céus, 
Avistei da praça aquilo que acalmou
O intimo! Sim as estrelas! E como troféu:

Aquilo trouxe algo como conforto!
Por isso tu, poeta, tem de ver
Esta cidade minha antes de morto!
“ ❤ Rio tinto” a placa aqui vai ter

Te dando boas vindas! Caminha
Meu caro, vê a preguiça e conheça
A historia. Porque como uma linha
Dar laços tu tem de dar!, favoreça

Com estes ‘laços’ fazendo amizades.
Também não irá ser esquecido por
Este povo! Tu que gosta de verdade
E simplicidades: aqui tem a favor

Em grátis preço. E quando perguntar:
“Por que amas estas terras”, faças
Igual respondo: “harmonia no ar,
E doçura como vinhos nas taças!”.









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