INDICAÇÂO - Filmes baseados em livros

INDICAÇÂO - Filmes baseados em livros

Existem vezes em que um livro é tão adorado pelo público, que decidem adaptar a história para um filme ou uma série. Existem livros aclamados, como Harry Potter, Percy Jackson, As Crônicas de Nárnia e as histórias de Stephen King, que basicamente todos já conhecem, mas esse não é o limite, existem muitas histórias boas que são poucos conhecidas, então decidi trazer 7 filmes que assisti, baseados em livros. Como eu sou adépto à não ler sinopse, apenas gosto de 'saber um pouco' sobre qualquer obra, decidi fazer isso aqui também Não colocarei a sinopse, mas darei informações que te ajudarão à ter, ou não, desejo de consumir a obra.


Corra Menino, Corra (Lauf Junge Lauf)


Corra Menino, Corra é um dos melhores filmes da minha vida! Assisti devido a um comentário feito sobre o filme Os Meninos que Enganavam Nazistas, e me surpreendi com toda a história, até descobrir que era baseada em fatos reais.
Foi estremamente difícil encontrar informações sobre esse filme na internet e até mesmo de conseguir assistir. Apesar dele ter uma capa brasileira, não o encontrei em lugar nenhum. Resumindo, tive que baixar. Lançado e 2013



Esse filme é uma co-produção realisada pela Alemanha, Polônia e França. Realizado pelo diretor Pepe Danquart e protagonizado pelos gêmeos Andrzej Tkacz e Kamil Tkacz, interpretando o mesmo papel. Você talvez esteja cançado de ver e ouvir algo sobre a segunda guerra mundial, mas eu não, amo coisas sobre qualquer guerra, e nesse filme nos é apresentado um menino chamado Srulik Friedman que após terem começado a invadir o Gueto de Varsóvia, ele e sua família tiveram que fugir. Como tudo foi tão repentino, Srulik só recebe a ordem de seu pai para mudar seu nome para Jurek Staniak. Desde então ele tenta sobreviver nas florestas para fugir dos soldados. Conhece outras crianças na mesma situação, e é aí que tudo começa à ficar muito bom! Ver como cada um tem a sua própria maneira de sobreviver, fugir e agir faz a trama se tornar num suspense devastador. Jurek conhece muitas pessoas, é submetido à diversas situações que nos faz refletir se conseguiríamos nos dias de hoje, passar o frio, fome, apanhar, perder um braço, ou qualquer outra coisa como Jurek passou. Provavelmente morreríamos. Ver o instinto de sobrevivência à flor da pele, fez esse filme receber diversos prêmios e aclamações.

Essa é a obra original d'onde o filme foi baseado. Com o título Lauf, Junge, Lauf (Alemão), essa é a história do próprio escritor, Uri Orlev, onde ele relata os seus 9 anos e como sobreviveu ao holocausto. Infelizmente o livro só é encontrado em Hebraico e em Alemão, e por isso não pude ler, apesar de saber alemão. Pesquisando, descobri que o filme altera algumas pequenas coisas referentes à história, mas não pude averiguar quanto a isso.












Os Meninos que Enganavam Nazistas (Un Sac de Billes)


No blog já fiz a resenha desse livro, comentando também sobre o filme, por isso vou apenas dar uma pincelada. Eu me decepcionei um pouco, ao mesmo tempo em que me maravilhei com o filme. Assim que soube da existência desse filme, fui me munir de informações sobre o mesmo. Descobri que esse não é o primeiro filme do livro, temos uma versão de 1975 e que essa versão não foi bem aceita pelo próprio escritor. Citei na resenha as diferenças dos dois filmes, incluindo aparecer as crianças nuas e fumando. Descobri também que o filme de 2017 não ia passar na minha cidade, o que me fez baixar. Essa também é uma história real.


Capas dos livros, da esquerda para a direita, a versão original Un Sac de Billes (Frances, Um Saco de Bolas, referente à um ocorrido no início da história) e a versão brasileira, que também é a capa do filme. A editora Vertígio fez algo maravilhoso, que foi traduzir o livro pouco antes do filme ser lançado em 2017, me possibilitando ler a história antes mesmo de assistir ao filme. Assisti as duas versões dos filmes, e entendi o motivo do escritor não ter aprovado a primeira versão. O primeiro filme muda muitas coisas da história do livro e adiciona elementos que, creio eu, não aconteceriam na vida real. Já a segunda versão do filme, temos uma história mais parecida com o livro, e a atuação dos meninos foram surpreendentes! Porém para toda a história se encaixar em tão pouco tempo do filme, algumas pequenas coisas foram cortadas e outras alteradas, mas percebi que a essência é a mesma. Percebi também que se alguém for assistir sem antes ler o livro, não entenderá muitas coisas.



Para Sempre Alice (Still Alice)


Essa é uma história bem peculiar e intrigante. A história trata sobre um assunto que me assusta desde a adolescência, que é o alzheime! Assisti o filme logo após o seu lançamento e depois de muito tempo, fui descobrir que era baseado num livro. É um daqueles dramas que nos faz refletir sobre algo, que nesse caso é as pessoas com essa doença. Eu já tinha uma boa noção do que ocorria com a pessoa que à possui, mas depois de assistir ao filme e ler o livro, vi que eu não tinha noção de nada! Não imaginava a dor, a humilhação e o desespero deles. Imagina você chegar ao ponto de esquecer que está sentindo dor, ao mesmo tempo em que mija nas calças simplesmente porque esqueceu. Lançado em 2015.





O filme foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland e estrelado por Julianne Moore e Kristen Stuart, sim a Bela de Crepúsculo. Um filme fiel ao livro, do início ao fim! Na esquerda temos a capa original do livro, e na direita a capa do filme. Como ganhei o livro de presente, e foi após o filme ter sido lançado, veio com a capa do filme, o que particularmente não gosto. A história é pequena e rápida, porém rica nos detalhes e suscinta.



Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close) 




Esse é um daqueles filmes que se não faz uma lágrima escorrer pelos seus olhos, faz um olho escorrer por suas lágrimas! Não é apenas uma história fantástica, é uma história surreal. É um filme extremamente delicado e incrivelmente leve. Nos é apresentado a história do pequeno Oskar Schell que sofre demais com a morte do pai no atentado de 11 de Setembro. Podemos ver um garoto mimado, chato e incoveniente tentando entender a morte do pai. Ele vive um tempo de extremo desespero e inconsolável e durante a trama nos esquecemos que é mimado e chato. Ver o seu desespero em busca de um nome nos faz enxergar a sua dor que nem ele mesmo vê. Cançado de se auto mutilar e de sua fraqueza infantil é assim que conhecemos o Oskar. Também fiz uma resenha aqui no blog do livro.





Da esquerda para a direita temos a capa do livro e a capa do filme. O livro é extremamente rico em detalhes e história, que infelizmente é perdido no filme. Porém podemos observar que no livro temos coisas e assuntos que não dariam para serem apresentados no filme. Apesar de eu ter gostado muito do filme, o livro me mostra uma história melhor e mais matura, por isso o prefiro. Exibido em 2011, o filme foi dirigido por Stephen King Daldry e estrelado pelo Tom Hanks, Sandra Bullock e Thomas Horn. Ganhou duas indicações aos oscar, incuindo melhor filme. O Thomas Horn que interpreta o pequeno Oskar, foi muito elogiado pela sua atuação, sendo que esse foi o primeiro trabalho do ator que acabou por surpreender à todos com sua performance. Porém o ator não se mostra muito interessado em atuar e por isso esse foi seu único trabalho como ator. O livro por sua vez é de um escritor renomado, Jonathan Safran Foer, que como eu mencionei na resenha, apesar de escrever ótimas histórias, até o momento li dois livros do autor (Aqui Estou), tem uma dificuldade com diálogos. Em diversos momentos dos dois livros eu simplesmente não fazia a mínima ideia de quem é que estava falando, e as crianças de suas histórias, em todas elas, agem como adultos, o que me deu a noção de que o escritor não sabe desenvolver muito bem personagens infantis.



O Zoológico de Varsóvia (The Zookeeper's Wife)


Esse é um filme que achei por acaso na internet, acabei alugando pelo Google Filmes e me deparei com uma história peculiar. Também baseado em fatos reais, foi lançado em 2017, mas somente para DVD. Temos aqui mais uma história da segunda guerra mundial, mas como mencionado, é bem peculiar e é aquele tipo de história que o final te surpreende por ser inacreditável!
 

Dirigido por Niki Caro e estrelado por Jessica Chastain e Daniel Brühl. Toda a história é passada num zoológico, mas bem no início descobrimos que o filme não irá se prender ao zoológico. Esposa e marido se veem em uma situação difícil: O que fazer com as crianças e os necessitados da guerra? - Nã podiam refugiar, senão seriam mortos, não podiam negar ajuda, senão morreriam para si mesmos. Após presenciar uma criança sendo estuprada por dois soldados eles decidem abrigar num esconderijo no zoológico todos que encontram pelo caminho, e é aí que a trama gira. após o holocausto no Gueto de Varsóvia, eles se veem mais uma vez com uma escolha. O filme em si é parado e lento, mas tem aquele tipo de história que te prende até o final, e que final!

Eu ainda não pude ler o livro e por iso não pude comparar a lealdade do filme com o livro. Como já mencionado, é uma história real, mas não vivida pela escritora. Diana Ackerman tem o histórico de escrever livros sobre histórias reais, e este foi o caso. O livro no Brasil passou por duas traduções, lançado em 2008 e em 2017.














A Máquina do Tempo (The Time Machine)


Está aí algo curioso sobre mim, David Benner. Esse filme foi lançado em 2002, há 15 anos atrás. Eu adorava o assistir e me lembro que eu ficava com medo imaginando ficar preso à maquina e viajar no tempo sem parar, e acabar perdendo meus amigos e familiares, isso me apavorava. Eu tinha apenas 8 anos na época e esse filme foi um dos ajudantes à me fazer querer me tornar eletricista, mas aos 12 decidi virar programador, vai entender. Esse  filme por si só é curisoso. Alem de ser baseado num livro de mesmo nome, também é baseado num filme de mesmo nome, lançado em 1960!





Na esquerda nós temos uma das capas do livro, escrito por H. G. Wells e na direita uma das capas do filme, dirigido por Simon Wells (Curiso, não?), e estrelado por Guy Pearce, Samantha Mumba e Mark Addy. A história é padrão, um cara tenta mudar o passado e acaba tudo dando errado, e na tentativa de corrigir o erro mais erros ocorrem. Como eu tinha apenas 8 anos de idade, não me lembro muito da trama apenas lembro que eu o adorava. Por não ter lido, ainda o livro eu não sei dizer a semelhança, mas imagino que pelo fato de ter sido baseado não apenas no livro, que muitas coisas devam ser diferentes.


Deixe Ela Entrar/Deixe-me Entrar (Let the Right One In)


Aí está o filme de terror mais cult que você verá! Eu assisti aos dois filmes, ambos baseados no livro, com a mesma história, mudando apenas poucos elementos entre si. Temos aqui vampiros, pedofilia e bullying! Mas não pense que os vampiros aqui brilham no escuro ou dormem em caixões não! Temos aqui uma versão clássica e original dos vampiros, onde necessitam de pedir permissão para entrar e os vampiros pobres dormem onde der para dormir. Mas voltando ao foco, essa é uma história fantástica e totalmente original. A primeira versão do filme, não temos as frescuras sobre o que pode ou não pode ser exibido, o que me fez gostar mais dessa versão.


A história começa com o pequeno Oskar de 12 anos, um garoto tímido, lerdo, e que sofre bullying na escola, e realmente o vemos levar pancadas, sendo afogado para morrer, levando uma surra de fio dos 'colegas'. Ao assistir eu pensei: QUÊ? - O filme aborda esse assunto de uma forma espetacular e sem melodramas! Depois de um tempo ele conhece uma menina de 12 anos e começa a se apaixonar. Aí é onde o filme começa, de verdade! Vemos até onde existe o limite onde uma criança pode ser adulta. 

(PEQUENOS SPOILERS)
Acontece que essa menia Eli, é uma vampira que mora com um pedófilo, que em troca de abusar dela, ele tem a missão de trazer sangue para ela, pois descobrimos que ela na verdade é um menino de 12 anos que foi castrado à vários e vários anos atrás! Se não me angano, ele tem 200 anos de idade, mas virou vampiro aos 12. O filme nos faz pensar e refletir sobre muitas coisas. Em diversas cenas Eli pergunta ao Oskar: Se eu não fosse uma menina, mesmo assim você gostaria de mim? - Até que finalmente após Eli deitar nu na cama de Oskar é que ele responde, afirmando que sim e o pede em namoro. E isso nos faz penar, Eli não se referia ao fato de ser um homem, mas sim de ser um vampiro. E até que ponto leva um garoto de 12 anos que sofre bullying, aceitar ter uma relação homoafetiva? Pois ele demora várias semanas para responde à Eli que não teria problema, pois na verdade oskar nunca pensou em ter tal relação, mas o fato de não ter amigos e de ter se apaixonado pelo único amigo, que pensava que era menina, o fez refletir de que não poderia perder isso, levando em consideração de que seus hormônios estavam surgindo, decidiu para si que não tinha problemas com isso. Sendo que a história nos leva à outro empasse, depois de vermos o 'triangulo amoroso' entre Eli, seu cuidador pedófilo e Oskar, nos deparamos para decifrar quem realmente era o pedófilo na história, pois acabamos por descobrir que Eli escravisava o seu cuidador e pelo acaso dele ser pedófilo, Eli realisava seus desejos, mas vemos que Eli desenvolveuuma mentalidade adulta, num corpo infantil e passa à ter relações com Oskar que
oficialmente é uma criança! Isso nos leva à tentar descobir quem realmente é o pedófilo, o cuidador ou Eli. Percebemos durante a história que Eli é raiovo e sem paciência, mas sempre quando fica com Oskar é bondoso e gentil, da mesma forma que um pedófilo age para lubridiar uma criança à ter relações com ele, e vemos que Eli se aproveita de ter um corpo infantil e da ingenuidade de Oskar, mas em momento algum vemos um Eli mal, o que mais uma vez noz faz refletir, se é errado o que Eli faz ou não. Não abusou de Oskar, Oskar demonstrou não ser tão ingênuo assim e ter suas próprias escolhas, Eli tem corpo infantil e Oskar aceita, mesmo depois de descobrir ser Eli um vampiro e ser um homem/menino, à ter relação com ele. A história não nos faz refletir sobre ser a pedofilia algo certo ou não, tanto que esse não é o assunto principal da trama, o objetivo é fazer o espectador decidir se o que acontece ali, exclusivamente ali, é aceitável ou não, pois o bullying que Oskar sofre o faz tomar decisões adultas e de certo modo irresponsáveis. Tanto o leitor como o espectador é posto numa posição frágil.
Com o tempo, me baseando na utopia da história, de que se Oskar aceitou tal situação e de que Eli não estava de fato se aproveitando e lubridiando ele, se torna algo permissível.
Bom, não foi atoa que o filme e o livro foram extremamente elogiados e receberam diversos prêmios. O escritor é bastante conhecido por escrever histórias inteligentes, fascinantes e que nos faz refletir.


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Aqui é o fim galera! Espero que tenham gostado. Decidi deixar de fora filmes que assisti e que todos de certo modo já conhecem, fora os mencionados no início, tem O Menino do Pijama Listrado, O Caçador de Pipas, Precisamos Falar Sobre Kevin, Entrevista com o Vampiro, entre outros.

2 comentários :

  1. Muito Bom, obg pela Indicação xD

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  2. Show de bola, David. Preciso ler e assistir 'Os Meninos que Enganavam Nazistas'.

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