Carlos Dias Fernandes - O grande poeta

Carlos Dias Fernandes - O grande poeta



É raro encontrar, nos dias de hoje, fãs dos versos de Carlos Dias Fernandes; isso não só com ele! Mas também com diversos outros poetas Brasileiros.  Assim sendo, os próprios leitores deixam de desfrutar de grandes conteúdos da escrita de verdadeiros mestres da literatura. 

Carlos Augusto Furtado de Mendonça Dias Fernandes 


Nasceu em 20.09.1874 na cidade de Mamanguape-PB. Foi jornalista, pedagogo, poeta, romancista e claramente fez parte do movimento Simbolista da literatura (nacional) brasileira (O que o fez conhecer e trocar pensamentos com Cruz e Souza). O escritor era completamente defensor dos animais; publicou diversos artigos sobre o tema o que revela que era plenamente vegetariano.  

"Porém, foi a própria literatura que conduziu Carlos Dias Fernandes ao vegetarianismo. Ele deixou de consumir alimentos de origem animal depois de ler Liev Tolstói, Lord Byron e Jean-Jacques Rousseau. Conforme Amanda Galvíncio, Fernandes citava com frequência pensadores como Sócrates, Hipócrates e Plutarco, além do Buda e Jesus Cristo, principalmente em suas palestras."

"Solitário coqueiro miserando,
Que as tormentas não deixam sossegar!
E, de contínuo, as palmas agitando
Pareces um vesânico a imprecar.

Desgraçada palmeira, como e quando
Irão teus pobres dias acabar;
E com eles ou teu destino infando
De cativo da Terra ao pé do Mar ?

Hemos conformes nossos tristes fados.
Tu, germente Briaréu dos vendavais
Eu, Centímano de cem mil cuidados.

Um retorcido aos ventos outonais
Outro com os seus anelos sossobrados…
Nem sei qual de nós dois braceja mais"


    

Escreveu importantes obras como: Os cangaceiros, A renegada, Canção de Vesta, Solaus e entre outras. Porém ainda não entendemos o porquê que um grande gênio teve suas obras esquecidas e completamente oculta em livrarias e até mesmo em sebos. 

Canção de Vesta




Com muita pesquisa encontramos a obra "Canção de Vesta" do autor em um e-book na internet. Na leitura do livro podemos observar que o escritor ama a estrutura do soneto (que é muito comum no simbolismo, período que ele fez parte).


"Terra, estrella sem luz, de fecundas entranhas,

Dentro nas quaes o amor perpetuamente lida ; 

Planeta espheroidal, que no espaço acompanhas

O turbilhão dos soes ; fonte nunca exhaurida

Da seiva germinal—a essência diffundida
Na trama vascular de perfeições tamanhas
— Sejas bemdicta, ó mãe tellurica da vida,
Com os teus prados, vulcões, abysmos e montanhas.

Filho do flanco teu, voltarei consolado
Ao ventre maternal, para florir de novo ;
 Quem sabe onde, como e em quê transubstanciado?

Atomb, esporo, embryão na gemmula de um ovo,
Que importa ? se homem, planta ou seixo inanimado,
Somos todos irmãos— teus filhos e teu povo."

                   


Completo o livro tem cerca de 33 paginas de pura musicalidade e harmonia nas palavras delicadas do Carlos Dias. 

Assim sendo, o incrível poeta do simbolismo; precisa "voltar", com seus textos para a literatura que tanto amava. É interessante o compartilhamento de seus poemas/livros em blogs e redes sociais. 



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