O Cangaço vivo na literatura

O Cangaço vivo na literatura

Do bem ou do mal?  Em todo Brasil, principalmente em regiões do Nordeste, o cangaço é retratado muitas vezes como um terrível movimento, e diversas vezes também como o oposto. Há vários mitos, fotografias e fatos desta união de homens e mulheres — o que levou a ser rememorado em filmes e livros. 


(Cangaço. Imagem da internet)

O nome "Cangaço" designa da palavra 'canga', peça de madeira que se coloca no cachaço do boi. Era um bando que andava pelo sertão e cidades com a intenção de protestar e fazer justiça pela pouca quantidade de emprego e alimentação.

(Cangaço. Imagem da internet)

O grupo de homens conheciam muito bem a Caatinga o que levava a fugir de inúmeras possibilidades de mortes. O principal nome da equipe era Virgulino Ferreira, o Lampião. Este, sendo o chefe do grupo, era o mais 'durão' chegando muitas vezes a degolar e fazer outros horrores com suas vitimas. 

(Lampião. Imagem da internet)

Lampião e Maria Bonita, sua mulher, faleceu no dia 28 de julho de 1938. Os dois foram mortos pela policia. Lampião foi o primeiro a morrer. Tiveram suas cabeças cortadas (Maria teve o pescoço degolado quando ainda estava viva) e expostas em praça pública junto com as outras dos cangaceiros. 


(Cabeças dos cangaceiros. Imagem da internet)

Na literatura o Virgulino Ferreira diversas vezes é revisto. Seja em peças de teatros, literatura de cordel ou romances. Sempre é sinônimo de 'Um cangaceiro que fez o bem e o mal' ou algo como 'O cabra corajoso'. Também é popular o cangaço nas canções ritmadas dos poetas populares do Nordeste brasileiro. 



Lampião no cordel


Como os cangaceiros andaram pelo Sertão nordestino, os próprios 'cabras da peste' mostram as lendas e fatos dos bandidos em folhetos de cordel; muitas vezes com humor ou não. 


"Um cabra de Lampião

Por nome Pilão Deitado

Que morreu numa trincheira
Em certo tempo passado
Agora pelo sertão
Anda correndo visão
Fazendo mal-assombrado"

Com estas estrofes começa uma pequena 'estória' sobre a chegada do cangaceiro no inferno. Lampião aqui entra em uma discussão e começa um combate contra o povo que estava neste ambiente quente. É famoso esta obra de José Pacheco entre os poetas cordelistas e amantes da poesia popular. 

"Nessa hora ouviu-se tiros
Que só pipoca no caco

Lampião pulava tanto

Que parecia um macaco
Tinha um negro nesse meio
Que durante o tiroteio
Brigou tomando tabaco."

(Cordel, A chegada de Lampião no Inferno)

Não só "A chegada de Lampião no Inferno", mas outros diversos cordéis falam do tema cangaço de forma totalmente lírica (da maneira que os cordelistas fazem muito bem).

Contudo, a história dos cangaceiros é mostrada em filmes, cantigas, teatros e poesias. Sendo terríveis ou bons, o cangaço ainda está muito bem rememorado na mente do povo.  

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