BRIÁRIO E CENTÍMANO - Poema - Carlos Dias Fernandes

BRIÁRIO E CENTÍMANO - Poema - Carlos Dias Fernandes

Solitário coqueiro miserando,
Que as tormentas não deixam sossegar!
E, de contínuo, as palmas agitando
Pareces um vesânico a imprecar.


Desgraçada palmeira, como e quando
Irão teus pobres dias acabar;
E com eles ou teu destino infando
De cativo da Terra ao pé do Mar?

Hemos conformes nossos tristes fados.
Tu, germente Briaréu dos vendavais
Eu, Centímano de cem mil cuidados.

Um retorcido aos ventos outonais
Outro com os seus anelos sossobrados...
Nem sei qual de nós dois braceja mais!



Nasceu em 20.09.1874 na cidade de Mamanguape-PB. Foi jornalista, pedagogo, poeta, romancista e claramente fez parte do movimento Simbolista da literatura (nacional) brasileira (O que o fez conhecer e trocar pensamentos com Cruz e Souza). O escritor era completamente defensor dos animais; publicou diversos artigos sobre o tema o que revela que era plenamente vegetariano.

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