Crônica - Feira em Rio Tinto

Crônica - Feira em Rio Tinto

9:24 da manhã. Minha mãe que ao meu lado indaga: "Quer ir hoje lá em baixo?" — Ouve-me a replicar: "Sim". "Lá em baixo" que a mesma pronuncia é o centro da cidade — Onde os pequenos negócios de meu povo funciona. Logo após minutos pequenos de viagem via Moto chegamos na então feira de Rio Tinto.
 O sol clareia toda a rua deixando com calor o corpo de até mesmo quem é "duro" de tê-lo. Caminhando a dentro de todo o comércio observamos laranjas pouco verdes,maçãs, melancias são encontradas logo em vista.  
Porém, amigo, o que faz doer de jeito meu órgão é a quantidade de carne exposta em açougues próximo das frutas. Há uma súplica sendo engolida sem respiro. Dói imaginar os bichos amarrados e torturados e ainda estar a ver apenas seus restos. Vontade de correr e gritar cerca-me. Logo, sendo fraco, finjo que está tudo em maravilhas. — Mínimo que posso fazer é não comer estas partes. Excluindo essa coisa dos animais, Rio Tinto me oferece variadas opções de compras, faz-me ainda mais amar andar diante toda a rua e ouvir meu pessoal, visualizar os vendedores de verduras e olhar sua garra que habita no rosto suado de todo povo Nordestino/brasileiro. 

 (Rio Tinto. Imagem da internet)



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