Igualdade - Poema - Gustavo Valério

Igualdade - Poema - Gustavo Valério

Para alcançar felicidade devemos lutar por igualdade;
mesmo com dificuldade, precisamos manter tal compromisso.
Nosso serviço como animal racional, é garantir a que liberdade
não seja ambiguidade; tampouco grito de movimento passadiço.

Apesar disso, nossa luta apenas evidenciou o desequilíbrio,
motivos ludíbrios distanciaram-nos das nossas metas;
sociedade que se julga esperta, gaba-se por seu martírio,
que não passa de delírio em trabalhos apologetas.

Somos exegetas de nós mesmos, egoístas pensando em seus próprios
ignóbeis desejos em opróbrios, esquecendo doutros animais.
Como alcançaremos a paz com o planeta se mal ficamos sóbrios?
Será que nossos sonhos impróprios estão nos tornando boçais?

Valores morais não nos mostram o sofrimento em estimação?
Talvez por ostentação escolhemos, da natureza, apenas os mais belos
enquanto outros, em flagelos, entram em extinção?
Haverá comoção quando toda a natureza animal for apenas esfacelos?

Rasos telos em movimentos paralelos: Humanos são mais importantes,
os animais irracionais são coadjuvantes; não precisam de tanta atenção.
A massa concorda, mesmo em abnegação; humanos arrogantes
acham que os elefantes e rinocerontes não possuem função.

Sua compreensão da natureza é rasa; sem fundamentos.
Presos em seus apartamentos pensam saber de tudo.
Falam absurdos em entrevistas e pesquisas; entretenimentos
usados como embasamento para manter um novo tipo de feudo.

Irritado com isto, sisudo, inicio meu pequeno protesto.
Detesto essa visão limitada que a sociedade escolhe;
Meu eu, limitado se encolhe; como esse churrasco indigesto;
um pedaço de frango, sem excesso, meu gatinho recolhe.

Você acolhe animais em sua residência?
percebe a carência no olhar do felino?
Que tal caninos? Suínos? Na brasa, de prefência!
Não há abstinência para um hambúrguer bovino!

Cretinos com suas propagandas falsas,
mal disfarçam seus desejos insanos e chavascos.
Organizo um churrasco para debater tais farsas;
sabem valsa, escarça desconhecem... Labascos!

Desatasco: É um desacato ignorar outras espécies;
alguém se pronuncie a favor dos animais em viadutos!
Supracitado construtos, é necessário que se denuncie
a imundície da negociação da natureza como produto.



 Gustavo Valério

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