Como Lembrete - Poema - Gustavo Valério

Como Lembrete - Poema - Gustavo Valério

A dor é lembrete; ela é embrete
e pseudointérprete das nossas decisões.
Haveriam razões ou mesmo verbetes
que nos aquiete sem reivindicações?

Estas contrarrazões tornam-nos humanos,
também soberanos na arte de sentir.
Há quem queira fugir destes desenganos
e obtém profanos impulsos em mentir.

Aprendem a fingir fugindo das dores
e esquecem cores, senão sentimentos
atraem lamentos e fortes odores.
São espectadores dos próprios fragmentos.


- Poema escrito em 12 sílabas gramaticais

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