O tédio que me acaba! - Poema - Danilo Soares

Exatas?! Tédio profundo me traz.
Saio entediado da sala gazeando
Um espetáculo de aula de física.

E fico sentado só nesta escola
Visualizando tudo que é seco
Neste meu mundo oco.

O tédio estende seu beijo
Sobre meu lado direito.

E Não!
O leitor não entende o que escrevo.
Nem vai sentir como sinto.
Ainda bem.

Se sentisse talvez já tivesse
Vontade de cair como cai caju atacado
Por pedras vindo de adolescentes
Famintos numa tarde de Sábado.

É estranho tudo em meu cérebro.
É fraco. Tão frágil que a toda hora
Lembra como
Foi desabando E
Desa
ban
do...

Ai Ai!
Toda hora morro igual um volante sendo

 Degolado pelo bando de Corisco.

Causador desta desgraça toda
Sou eu que estou saindo
Da adolescência.

Sim. Fase tão horrível que toda
Hora apresenta nada de útil à mim.

2

Agora esquenta muito
Meu pescoço. É febre.
O que será que esta vai fazer?
Já não basta que não estou feliz
E inda meu corpo manda
Misérias físicas.

3

Aparece a arte rindo para mim.
Ai! delícia de mulher.
Sua voz de Belchior;
Seu corpo de Monalisa;
E seus traços são poesias.

Beijo seus lábios,
Mato seu desejo e também
Ela me mata.

Gozo desta vez a vida.
Quero viver depois dessa tarde
Co'a a arte! Ah...

Libertei-me.

Arte é Agro...
Agro é...

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