O dia que um Sapo revoltou-se e falou - Poemas - Danilo Soares


Desculpe-me os idiotas,
Mas é total e verídico
Afirmar que é o Sapo,
O nosso Salvador mítico,
Que acha vocês plenos burros.
Pois o animal é bom crítico.


E disse em sua madrugada
Cantando em sua lagoa:
"Talvez o Homem de Deus
É na verdade o que soa
Do semblante dum Macaco!
Pois é Sujo". E não se doa,

Não doa-se co' esta crítica,
Pois irei tudo explicar:
O rei Cururu bradou
O termo pra reclamar
Quem tava os sapos matando.
Co' isso, foi ao mundo gritar.

Sua revolta foi grande.
Passou horas em verdade
Desabafando. Nas palavras
Disse: "Quer paz, Igualdade,
Quer respeitos e tudo!
Ah, o Homem vive a falsidade!

A igualdade acaba na
Relação dos Animais
Com ele. Matam o Sapo,
E Matam a vaca e a paz...
Matam nós! Mas ainda exigem
Tranquilidade demais.

E os patéticos que fazem
De nós, Sapos, virar pó;
São os mesmos que bem desejam
Uma casa limpa. Ó,
Burro! Casa limpa? Esquecem
Do mosquito! "O animal "Pió"'.

Pois bem; Jogam muito sal
E Atiram muito em nós.
Porém, sem a gente o mundo
Ia ser a desgraça em pós
E caos dos ruins mosquitos.
Teriam perigos sós."

Pronunciou ele revoltado.
É muito de reflexão
Todas estas frases ditas.
Será nós a destruição
Do nosso próprio Planeta?
Será nós a pior união?

Claro que sim! Claro, Claro...
Passam por cima do bichos,
Atiram pedras nos pássaros,
Tratam todos como lixos,
Os Sapos? Julgam por pele.
Ódios sempre estão fixos.

Danilo Soares

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