Apenas Eu

Apenas Eu

                                     
     

Creía que de tudo tinha
E que de tudo versava
Devaneios estivais
Minha mente como lava
E me vão empenhava
Em meio aos falsos lapsos
A venda foi tirada
Eu ainda me via
E os méritos em fenecer
Eu quase ria
Mas era apenas água
Vertendo as pupilas
Permitam-me chorar
Porque errar, eu não posso
Mas errar é tão doce
Quando chorar é mais mole
E quando ver, estarei cego
Quando fazer, terei perdido
Pois sou um quarto de ser
Tentei tornar-me o que pediam
Porém esqueci de me pedir
E esqueci ainda mais
Posto que sou tolo
Olvidei até a paz
Yo no tengo nadie que digame
Tu és bueno en tu vida
Soy de poco en poco, un chico
No más que eso
Abri meus olhos e olhei
Ainda era apenas eu
Apenas eu



Cristian nasceu no ano de 2002 em Belém do Pará. É poeta e estudante; desde jovem observava seus pais lendo grandes obras de populares nomes da literatura como o romântico Castro Alves. Se encantou com poesias no segundo ano do ensino médio. Seus versos mantém grande musicalidade com rimas ricas e palavras consideradas por alguns leitores como "difíceis". Sendo um bom poeta, o mesmo não costuma explicar seus poemas.

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