Literatura - Poema - Danilo Soares

Literatura - Poema - Danilo Soares

Com 15 anos queria ser como o Assis,
Porém poucos colocaram firmeza!
Zangado, lancei o machado e assim fiz 
Minh'alma solta escrever com clareza.

Sem ligar ficava sempre a escrever,
Sem ligar defendia esta cultura!
E os ídolos não deixava de ler 
E, enfim, respirava literatura.

Hoje me tenho ilustre neste vale 
Mais que os dias do grandioso Fernandes!
Agora sou o 'poeta' e isso equivale  
A ser como o big bang que sempre expande! 
    
Represento o vale igual Patativa
Representa o Assaré e como o Cruz
Representa o simbolismo na ativa 
Lírica de sua morte ou de luz.

Mamanguape sempre, 
No sangue e na mente!

Agora estou grande para ser principe!
Mas num deixo de ser um anjo augusto
Que voa livre sem ligar com gripe
Divina que faz comédia sem custo!

Amo o que faço como amo meu povo,
Porque foi esta arte que me salvou!
E há porque a vida não basta! E de novo
Estou dizendo: o Gullar que falou!

Posso me expressar com a poesia
Do jeito que quero e forma que for!
Suave e solto sem sal na alegria
E rindo triste e patilhando amor! 

Engraçado! Deixei todo meu afeto
Pela musa preso como cordel...
Ela me leu em um momento ímpeto!
Como Ícaro voei muito no céu (e...).

Conheço-a igual o diário sabe da Anne.
Nada restou. O amor é primazia
Então nada é em vão! Pois então ame!
Se cair, ficará tua poesia!

Desfrute da lei!
Desfrute Leitura!
Hey! literatura. 



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