Carta a um amor com depressão - Danilo Soares

Carta a um amor com depressão - Danilo Soares

Princesa minha, hoje a ti sou ladrão.
Furtarei quietamente teu pranto.
Amo-te, amo-te, amo-te, amo-te tanto
Que roubarei toda sua razão.

Se continuares sendo depressão,
Serei, sempre a ti, grandíssimo santo
A te olhar e abraçar-te com encanto
Do então amor em vívido furacão.
 
Puxarei-te a rir mesmo sem quereres.
Ver-te-ei a rir milagres de mui alegrias 
E observarei fazendo o que quiseres.

Calma, sou tua pele de conforto
Em nesses teus horrendos, ruins dias.
Estou a te mostrar a reta no torto.

Danilo Soares


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