Crônica - Roana Camily

Crônica - Roana Camily

A Roana Camily

Um dia estava assistindo a um vídeo relacionado à crônica. O apresentador dizia que é um gênero textual que busca, usando a escrita, narrar em pouco tempo, fatos cotidianos ou alguma lembrança. E, para facilitar a aula, ele contou algo como: quando alguém encontra uma fotografia antiga, surge uma crônica do momento em sua cabeça.
Eu queria aprender a produzir crônicas. Tentei escrever, mas não saía absolutamente nada de útil. Mas agora, checando calmamente, me toquei que em minha galeria de fotos, pela lógica,  há diversas crônicas...
Sendo assim, olhando as imagens, tenho total inspiração para passar as crônicas das minhas fotografias para o papel. Mas é notório que, quando abro meu acervo de fotos, vejo mais imagens de momentos com Roana. Não que ela seja namorada minha, mas, para mim, é mais importante que uma.
Na galeria, deparo-me com imagens de quando ela almejava abusadamente um poema. Nesse dia, a mesma estava sentada na grama da escola e, enquanto eu filmava vídeos dizendo que iria lhe escrever os versos, ela proferia algo como: — QUE LINDO! AI MEU DEUS… Oh my god.
Ágora,  rio por ser cômica a lembrança do momento citado e rio também de alegria por tê-la na vida.
Eu que questionava se existia amizade, hoje, ao descer do ônibus escolar e cair no bom humor e abraço dela, percebo que a amizade não só existe, mas vive na Paraíba, há cabelos cacheados, é uma indígena assim linda como a natureza, costuma andar com fones de ouvido e atende por nome Roana. 

 

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