Mulher indígena - poema

Mulher indígena - poema




Tu conheces a tez dela adornada
Por cima da cor da mata, fincada
Tão bem a vês despida de corpo e alma
Com uma tal pureza ante a nós calma

Morena nobre que livra beldade
Nos movimentos dos cabelos lisos.
Que dos lábios move fragilidade
E que traz arco-íris em seus risos,

É verdadeira mulher brasileira
Que desfruta de lavras e costumes
Que até hoje fixou da melhor maneira
A história brasileira com lumes.

E sobre o fogo externo, perecera
Aos sentirem-na, com júbilo que tiveram,
Os algozes cantaram um inferno
E o fizeram em nome do Sempíterno

Depois, inda os gritos que lancinam
E os homens de cor lúdicra ensinam
Como ser o Adão que a relva não rega
Das matas a seiva ela que a carrega

Outrora violentada. Hoje, firme.
Outrora quieta. Hoje, muito forte.
Resistente em poder como de charme.
Conta com o povo, não com a sorte.

Saiba, a pureza desta mais nada cerra
Pois ela, ao revés de céu, ganha a Terra
E após tudo, concebe sangue tupi
Nasce o Brasil a nós e para si.

Feito por Cristian Lima e Danilo Soares.

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