O livro Pólvora de Brendow H. Godoi

O livro Pólvora de Brendow H. Godoi


Depois de lê Quente, Feito Tequila, li o livro Pólvora do mesmo autor, Brendow H. Godoi. E posso dizer que estive diante à uma grande rebeldia literária que desafiou e libertou toda a raiva e todo um sentimento que eu não sabia explicar.

Acompanho os textos do Brendow nas redes sociais há um grande tempo. Sua página A Metafísica Poética já me tirou do tédio diversas vezes que entrei no Facebook ou Instagram. Seus versos publicados de forma independente na internet normalmente apresentam uma musicalidade incrível nos tercetos, mas em Pólvora ele quebrou toda a estrutura de rimas e traz uma literatura moderna/contemporânea, que por sinal, é algo formidável como um desabafo sem ligar para o que vão achar.


 

Impossível lê Brendow e não sentir uma semelhança entre o mesmo e o Charles Bukowski (além do mais, seu Eu lírico cita muitas vezes o 'Buk'). A comparação se dá quando o leitor percebe que em Pólvora o autor exibe um lirismo cru — mostrando uma podridão dentro de si, um desejo por mulheres, amores platônicos, indiretas às autoridades e citação à bebidas. 


Devorei o livro. Não conseguia parar. Lembrei de todas as vezes que achei que estava amando alguém, lembrei de todas as vezes que disse foda-se a algo. No fim, a obra Pólvora de Brendow H. Godoi é uma grande companheira para quem se identifica com poetas como Bukowski ou Vinicius de Moraes, para quem está na desgraça ou já esteve. 



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