Consequências da distância - Poema - Danilo Soares

Consequências da distância - Poema - Danilo Soares

Distância tem dose carcerária,
Esmaga a paz fazendo-a melancólica.
Falta de amarelo da luminária,
Incredulidade da alma católica. 

Voasse! Recordo do afago último.
Tal igual espada furando o bárbaro!
Choravas e gritavas em teu íntimo,
E morri, pois meu peixe virou pássaro. 

Ó, vida, que esse sul te tenha em glória
E que o tempo respeite sua mágica,
Tal igual tu se comportas na prática. 

Porém queima, arde! Cadê a farmácia
Quando a saudade assassina a vitória,
E seu tempo mata o amor e a eficácia?

Danilo Soares


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