Fogo telúrico profundo - poema hot - Danilo Soares

Fogo telúrico profundo - poema hot - Danilo Soares



Lembro dos momentos, 
Na real...
Como isso aconteceu,
Como deixou de acontecer?
Jurávamos.
Ela dizia: para sempre.
Eu repetia: Para sempre!
No fim, 
baleados, fodidos,
A certeza é que tenho a verdade
De que tuas verdades eram
Palavras que invocavam a fúria
Do mar e eu era quem estava nadando.
Fodido em bebida,
Mortinho, mortinho,
Ouvindo quem me odeia
E pensando em matar a sorte,
Pensando piadas, ninguém entenderia.
A certeza do amor é que ninguém
Rompe e sai vendo luzes brilhantes.
Pena que não vi a pena da paz
Estando em meses de guerra
Recordando da linguada sem dó
Que te dava sem nada em troca.
Era o poder do calor que unia
O meu amor, o teu amor,
O meu fogo telúrico profundo
E o teu fogo telúrico profundo.
Assim, éramos dois planetas
Dando foda-se a qualquer impacto.
Éramos arte que Van Gogh esqueceu
De pintar após transar
E cortar sua orelha,
E zombar dos primeiros impressionistas
E sobre Arte, o poeta disse:
Existe porque a vida não basta.
Tua língua é arte,
Teus seios são artes,
São artes teus lábios
São artes teus lábios satíricos,
Pele macia,
Modos tímidos...
Tu existes porque a vida não basta.
Pena que se foi 
E agora sou...
Sou.

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