Submarino de Álcool - Poema - Danilo Soares

Submarino de Álcool - Poema - Danilo Soares

Sem querer cospe no passado,
Deixa espelhos o afogar.
O corpo não se salva, não boia.
A autoajuda sempre auto se sabota,
Submarino de álcool,
Porque não sabia nadar.
Tubarões espertos encaram sua carne,
Pois tudo que já comeram até hoje
Não passou de lixo.
Salva vidas viraram o seu corpo de jovem
E se depararam com um rosto de um velho.
Ele acorda, dizendo que está bem.
Grande quantidade de água lança da boca,
Fecha os olhos e volta a se afogar.
Dessa vez o submarino o levou
Para o fundo, bem ao fundo.



Danilo Soares


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