Eu li O Alienista e gostei

Eu li O Alienista e gostei


Recentemente eu li O Alienista de Machado de Assis, autor que tenho enorme admiração. Eu nem sei o porquê que estou escrevendo essa resenha, pois não sou tão bom em falar das obras do Bruxo das Palavras, no entanto, essa obra é tão "massa" que acho que devo dizer algumas coisas, haha.

Pois bem, preciso dizer que antes de lê O Alienista, eu estava lendo a Elogio da Loucura do filósofo Erasmo de Roterdã. E não, eu não quero e nem vou ficar a comparar uma obra com a outra. O que estou querendo dizer é que tanto na obra Elogio da Loucura, quanto em O Alienista, a gente vê uma loucura falando alto. Erasmo deu voz a loucura em sua obra, isto é: em seu livro o Eu Lírico/ o narrador é uma personagem que representa a Loucura (sim, coisa de louco mesmo), já em O Alienista, o narrador não é um Louco, mas a personagem principal, sim.

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(gif da internet)

Um breve resumo do livro é o seguinte: existe um cara chamado Dr. Simão Bacamarte, que é um médico que tem fama em países como Portugal, Espanha e Brasil. Ele é casado com uma viúva muito louca chamada D. Evarista (informação inútil: ela é um pouco desprovida de beleza).

Esse cara aí, Simão Bacamarte, se muda para o Rio de Janeiro, se dedica à estudar a mente humana, e, com apoio do governo, cria uma clínica chamada Casa Verde, onde ele vem a internar pessoas que ele próprio julga serem loucas. No começo de tudo, realmente a clínica estava lotada de loucos. Mas, senhoras e senhores, o "bagulho" fica sinistro, porque nosso querido médico fica encantado pelo trabalho e se dedica muito e muito. Com isso, no decorrer da história, ele começa a internar pessoas que apresenta qualquer movimento estranho, ou seja: ele iria me internar, internar meus amiguinhos, internar minha crush, internar meu cachorro que não tenho e a calopsita que estou pensando em ter.

Eu gostei dessa obra porque eu dei risada de muitas coisas; sim, o humor do Machado é incrível. Mas também pude vê um tom de melancolia, acho que isso se deve pelos aspectos schopenhauerianos presentes na prosa do autor. O final do livro é um tanto triste também, eu achei. E, ao final dessa leitura, questionei o que sempre questiono quando leio Machado de Assis: o que ele quis passar?







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