Meu poema, meu problema

Meu poema, meu problema

Meu poema, meu problema,
Vida é vivida com menos.

Falsos se mutilam
Em grades universais,
Crises são raras, sinceras,
E tu, ao sentir, torna-se otário,
Condenando com mais.

O que fizeste,
E fez, e estás a fazer?
Esperas a pergunta
Enquanto derramas a resposta.
Gritos, mitos, contos e lendas.

Romance volta a ter,
Memórias contra o além. 
O vidro do carro sofre ao sentir
Suas dores e gritos repletos.
Prantos, cânticos, lágrimas.

Mundo áspero ejaculado
Em linhas de cerol,
Pensas na comida jogada, 
O que imaginas?
Sim e não. Quinze minutos.

Amor, paixão, direito de quem?
A ave procurou encher o nada
Até que, ao ver a réplica,
Partiu ansiosa do dono,
E quando morreu, matou-o também.

- Danilo Soares



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