15 Palavras Eruditas e Seus Incríveis Significados

15 Palavras Eruditas e Seus Incríveis Significados

Apresentamos palavras pouco utilizadas na oralidade por seus seus significados controversos e complexos de serem abstraídos. Houvera no passado, tempo e determinação para reflexões idiomáticas e filosóficas que conduziam a uma necessidade natural de produção em massa de termos, cujas origens remontam a costumes e lugares específicos. Contudo, na contemporaneidade, há desprezo e escassez de discernimento quanto às regras de ortografia; naturalmente, o futuro exige certo laconismo no que tange a comunicação e pode-se entender a redução, transformação e truncamento de termos orais (que, a longo prazo, refletem diretamente na escrita) como uma evolução, para a infelicidade dos movidos pela estética linguística. Um motor, para ser considerado eficiente deve cumprir seu papel de modo rápido e com menos dispêndio de recursos. Partindo de tal pressuposto, um idioma evolui se consegue manter uma comunicação perfeita sem necessidade do uso termos demasiado longos e prolixos. A desvantagem é que o idioma, na contramão das máquinas a combustível, possui não somente uma função pragmática, mas tão bem estética e formal, visto ser utilizada para fins de expressão. O idioma pertence a seus falantes e, se há passadistas redigindo textos em termos arcaicos, haverá sempre os simpatizantes que o leia.
Sendo assim, aqui estão alguns termos filosóficos, antigos ou simplesmente pouco utilizados, de cujo simbolismo é fantástico.

1. IDIOSINCRASSIA: um termo favoritado por diversas áreas abarcando a filosofia, a pedagogia e a psicologia. Uma idiossincrasia significa, basicamente, um traço peculiar a determinada indivíduo ou uma condição própria que faz duas pessoas obtenham uma resposta diferente ao mesmo estímulo. Sendo assim, quando sua madre conta que o filho de uma amiga trabalha o dia inteiro e executa afazeres domésticos sem reclamar, podes justificar-te: querida madre, queira respeitar minha idiossincrasia.
2. DICOTOMIA: antes um termo comum para representar a separação entre dois objetos ou símbolos abstratos, agora possui um significado profundo. A morte e a vida, por exemplo, são dois conceitos opostos. Quem está morto não pode estar vivo. Em contrapartida, esses vocábulos dependem da existência um do outro, pois, para se estar morrer, necessariamente é preciso estar vivo. São, portanto, conceitos opostos que se relacionam entre si. Há dicotomias entre bem e mal, frio e quente entre Bolsonaro e PT. Fiquem atentos.
3. ENSIMESMAR: uma palavra provinda de um neologismo e que representa exatamente o que sugere. Estar absorto em si mesmo. O modo reflexivo em inglês utiliza o termo myself para propagar a ideia de eu mesmo. Ensimesmar define os indivíduos que ponderam sobre si e se autoanalisam. Não fique assim tão ensimesmado. Prossiga para o próximo.
4. ROR: ror é uma palavra possivelmente sem utilidade, quando se tem várias outras similares, mas é pequena e simples. Representa uma grande quantidade de algo. Com uma ror de palavras idênticas, semelha-se desnecessária, mas é, de fato, bonita.
5. IR EMBORA: um exemplo clássico de uma palavra truncada nascida da expressão oral ir em boa hora. O ponto aqui é que, com o uso consagrado dessa palavra, perdeu-se a oportunidade de se proferir a expressão opósita ir em má hora, a qual se encaixa quando, por exemplo, você precisa ir para casa depois de ir à casa da namorada.
6. CRÍVEL: crível é um termo que denota o quão pouco se analisa as palavras muito recorrentes. Algo crível é algo que em pode creditar confiança, passível de ser acreditado. Representa o exato oposto de incrível, que, sim, além do significado equivalente a fantástico, espetacular, um dia significou apenas algo difícil de se acreditar.
7. IMBERBE: se você possuísse o queixo liso como um recém-nascido, seria um imberbe. No entanto, a barba, por exemplo, para os judeus representa sabedoria e maturidade e, quanto mais longa a barba, mais sábio o indivíduo será. Um garoto imberbe pode simbolizar figuradamente moçoilo ou indivíduo que ainda não alcançou a fase de maturação.
8. AMANUENSE: passível de ser usada como substituto formal para imitador fraudulento, esta palavra proveio da união dos termos escrita a mão. Significa um copiador, alguém que replica ideias, não necessariamente um plagiador.
9. DEFRAUDAR: sentir-se defraudado é, de forma sucinta, é sentir enganado ou lesado, como se outrem lhe houvesse roubado algo de que você sabia que tinha direito.
10. ANÓVEAS: esta exigiu de seus criadores certa criatividade. Anóveas significa literalmente um valor nove vezes maior. E... É só isso mesmo. Pode prosseguir.
11. DESSEGUIR/DESSABER: duas palavras que, a meu ver, enquadram-se no mesmo caso. O oposto de duas palavras conhecidas: seguir e saber, os quais poucas pessoas de fato conhecem. Seria interessante se, em vez de não seguir as redes sociais pusessem desseguir para resgatar termos úteis como esses.
12. ENCIMAR: este é um termo, por vezes, confundido, quando no imperativo, por em cima. Em cima representa, meramente, a localização de algo (o oposto de embaixo). Encimar é um verbo que indica algo a ser colocado em cima. Se a coroa encima cabeça da rainha, por que dizer que a coroa está em cima de sua cabeça. Este termo deveria ser adotado no cotidiano até mesmo por economia de termos.
14. ASSISTIR: isso mesmo. Se você acredita conhecer os dois significados da palavra assistir e se habituou a ver médicos assistindo os seus pacientes, você se engana, pois a palavra assistir possui, na verdade, três significados.
Quando assistir é um verbo transitivo indireto, ou seja, carece de uma preposição, seu significado é o de ver, presenciar.
EU ASSISTI AO (A+O) FILME.
EU ASSISTI À (A+A) SÉRIE.
Daí a necessidade da crase, a união entre artigo e preposição). Outras situações complexas, resolvidas.
INCORRETO: O FILME QUE EU ASSISTI ONTEM
CORRETO: O FILME A QUE EU ASSISTI ONTEM.
Se alguém pergunta a você se você assistiu ao filme, infelizmente não há um jeito rápido e correto de responder, pois verbo, formalmente, carece de complemento, portanto é gramaticalmente incorreto dizer apenas eu assisti, mas sim repetir a frase completa.
Quando, no entanto, assistir é um verbo transitivo direto, isto é, não precisa de preposição, ele ganha o significado de ajudar, prestar assistência:
EU ASSISTI O PACIENTE.
Por último, o significado mais obscuro de assistir é morar. Ocorre, justamente quando o verbo não se encontra em nenhum dos casos acima.
Eu assisto em Belém. (eu moro em Belém).
MENDACIOSO: um adjetivo sinônimos de mentiroso, mas demasiado formal para alguns. Em desuso, lógico, mas um belo termo para ser utilizado em preleções.

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