Ao meu pássaro morto

Ao meu pássaro morto

Essa manhã de dois de julho,
Eu que acordava cantando,
Não pude ouvir vosso canto,
Onde estás? Como voas?
Ic!

Essa desgraça que me queima,
Essa angústia que me apodrece,
Já é tão eterna, tão asca, 
Até mesmo mil vodcas do bar
Não me fariam olvidar de ti.

Viveu, morreu na minha história,
Fui eu? Foi a natureza? 
Tupã é bom deus e não faria isso,
Talvez tenha te entregado aos anjos,
Por te ver como um. 

E agora, amigo, o que faço de mim?
Choro sangue obscuro,
Não sei ao certo se foi bom,
Não sei como reagir,
Onde estás? Como voas?

- Danilo Soares


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