Gota a Gota.

Gota a Gota.



Gota a gota,
Pinguei mel em meus versos sobre você
Chovi sentimentos desritmados,
Pintei um panorama que não existe
Vendo você em frente ao mar tão triste
Achei que poderia de alegria te alimentar
Quando eu já era sertão a se alastrar
Não queimei sua pele,
Mas destruí tudo que poderia germinar,
Desejei navegar por mares distantes
Dos entre nós constantes que não existia no quadro a pintar
Nenhum baião tocou para os lados de cá
A abstinência se formou em cactos para enfeitar
Desejei chover novamente,
Mas nem uma gota tocou esse lugar,
Percebi que a chuva foi embora em sua companhia
E todo mistério se despia
E a minha pele já não se arrepia
Ao perceber, sou saudade todo dia
Virou monotonia sentir falta,
Como se diz "bom dia"
A miragem foi achar que você respondia,
 Correspondia .
Resolvi queimar os pés no chão
Para não encarar a ilusão,
Gota a gota
Não haverá mais mel nesses versos,
Sinto por perto, a chuva se aproximar
Trazendo a cura para essa sina
Já ouço um baião a tocar ... Encontrei
meu lar.

DANI SANTANA

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