poema de desespero

poema de desespero

Quero o vinho,
Inda quero conserta-me recordando,
Perguntando: por onde?
Saudades só tem nessa língua,
O vazio é interplanetário,
Sinto nostalgia,
Nada volta, nada voltará,
Minha inocência, minha quimera,
Continua no canto do guarapirá,
Por onde anda o rapaz molecado
Que banhava-se como acrobata
No próprio olho d'água?
Inda quero pensar nela e escrevê-la no diário,
Por onde o tempo cessará
Trazendo, em seu iPhone, a oportunidade?
Vale a pena?
Beber com companheiros
2 garrafas daquele vinho,
Enviar áudio pra todo mundo agradecendo...
Fazer as pazes com inimigos,
Ajude-me, ó amigo,
Me ajuda posto que nesse nordeste a depressão
Queima toda a pele dos artistas.
Como meus versos são livres se aparam minhas asas?

Danilo Soares



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