Um poema hot

Um poema hot

Na primeira nem cama se tornara
Era a mesa verde das bolas numeradas
Nas quatro entradas a bola era cara
Se me despi, ela estava já pelada.

Vejo peitos vívidos sendo vinho.
Cores, sabores dentro da Prudence,
Mapa entende-se viajando teu ninho,
Ah, o deus é o cheiro que te pertence.

Amuada, sim, que a deixei ao pé,
Quando a glória eu vi nascer da cama
E nós aprofundamo-nos a ré
Que o vaivém não enxerga qual a lama

E essa língua dizendo intervocálico,
E essas frases transitivas diretas,
Componhem a transa de tempo mágico,
Onde a chupada cumpre todas metas.

Não peça, minha dama: "tire a mão",
Sendo que vos encanta ser o mar,
Molhando em ondas todo o tubarão.

Na cama, arredia, os joelhos talhos,
Pedi que se abrisse de par em par
Para que adentrasse os buracos falhos.

- Danilo Soares, Cristian Lima


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