O meu panteismo

O meu panteismo

 Almejo como jovem, voar n'asa
De um carcará, águia ou de um condor,
Porque minha vida hoje é seca, é brasa,
É substância irmã gêmea da dor.

Que tenho feito? N'agua me pergunto.
Aqui venta e aqui flui meu pensamento!
Se a vida finca a mata, eu morro junto,
No frio, vejo a volúpia do momento!

Pois Deus é bom, Deus é maravilhoso,
E somente essa visão do panteismo
Salva a singularidade do ser.

E Deus é o rio que para mata é honroso,
É o sol que permanece no otimismo,
Deus é a natureza, Deus é o viver.

- Danilo Soares

 


 

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