A saudade de ser sentimental

A saudade de ser sentimental

As saudades latejam como o coração.
Onde anda a Celina?
Inda recorda do mundo utópico,
Pássaros falando francês
E nós dois transando num gramado?

As saudades latejam forte,
Quando parei de ser sentimental?
E as putas, e os amigos, e o pranto.
Cantando Legião enquanto chove.
Ainda é cedo, será?

As saudades latejam no agora,
Será que hoje Celina lembra do vinho?
Boatos que em toda sua vida,
Somente eu a fiz gozar
E foi exatamente no gramado.

As saudades me amam.
Bateu o sentimentalismo.
Olhem, me vejam, o que fizeram?
Meus amigos estão comigo,
Finalmente entendendo.
 

- Danilo Soares

 


 

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