O último soneto

O último soneto

 Resplandece dentro de mim o amor.
Não o amor seco, azedo, desse que morre.
Mas o amor à base de boa cor,
Do que pelo céu cai, mas ainda corre.

Azul e branco, paz silenciada.
Jamais se perde qual o samurai
Que jamais há de remover a espada.
É seu próprio navio, é seu próprio cais.

E o apego que tenho de mim encontra
Mil maneiras de amar imensamente.
Vivo cada segundo nesse apego.

Nessa linha meu soneto é meu mantra,
Meu mantra é minha paisagem da mente.
Pesco nesse lugar de menos ego.

- Danilo Soares



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