Crônica aos frios e calculistas

Crônica aos frios e calculistas

 A vida é boa. É boa, pois, espontaneamente, posso rir do ridículo. Rio de maneira infantil, como também me tenho jubiloso por nunca ter perdido essa criancice. Deve ser, além de monótono, um infortúnio viver qual esses imberbes: "frios e calculistas". Sobre a parte dos calculistas: desejo boa diversão com os teoremas. Agora aos frios: feliz dia dos finados. 

 Conheci de tudo nesse mundo, até quem chamara de criança quem na verdade tinha boas ideias. Todavia, penso agora: será realmente adulto quem chama de infantil outrem? Qual o pensamento sério se solta de sua língua? Esses sérios demais estragam a vida de uma maneira um tanto asquerosa. Chatos para uma miséria. Mais engraçado hei de dizer ainda. São os que fingem que não ligam tanto para o afeto. Ora, senhor "frio e calculista", ou melhor, imberbe: como és "frio" se até o pássaro que chega em tua janela cantando é motivo de sua ode? 

 Esses frios e calculistas, inspirados em personagens de séries é que na verdade são os mais infantilizados da vida real. Onde já se viu? "Frio e calculista" é meu ovo esquerdo. Brincadeira, ele é quentinho, menos no inverno.




- Danilo Soares

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