Saudades do ridículo

Saudades do ridículo

Saudades do ridículo,
Saudades também do rasga peito,
Das borboletas boêmias no estômago.

Largava primeiro que Maria
E esperava ela. Mesmo caminho...
Quiçá acompanhá-la até em casa.

Por falar nisso, onde anda Maria?
Será que inda recorda de mim?
Inda espero o livro que a emprestei.

Fora minha primeira decepção amorosa
Maria mareou o que luzia aqui dentro,
Mas mesmo assim sinto saudade.

É que a saudade tem disso,
Vez ou outra até que é boa
Ou vez ou outra até que é má.

- Danilo Soares




Nenhum comentário