A donzela no rio - Soneto - Danilo Soares

A donzela no rio - Soneto - Danilo Soares

Ria chorando as águas dum capibary
A virgem que cheirava a uma flor de lotus.
Yara? Não! Caipira dona de si,
Mademoiselle de lábios ignotos.

O rio destaca sua pele cabôca.
A correnteza beija seus cabelos!
E a língua do mar toca sua boca,
Sente-se a bela dama dum castelo!

Pudesse desaguar teu olho orvalhado,
Faria qual um inocente cavalheiro
Desassombrando uma senhorita pávida.

Tudo para te ver num lar arvorado,
Segura co' a arma do melhor ferreiro,
Firme, crendo ainda na sua própria dádiva. 





 

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